Malcolm Young – Tudo sobre o maior guitarrista rítmico da história

Malcolm Young – Tudo sobre o maior guitarrista rítmico da história

Malcolm Young é reconhecido como um dos maiores guitarristas rítmicos de todos os tempos. A importância dele para o sucesso de uma das maiores bandas de rock’n’roll de todos os tempos, o AC/DC, é imensurável.

Com perfil discreto nos palcos, Malcolm, de certa forma, sempre foi ofuscado pelas performances explosivas do irmão mais novo, Angus. Até por isso, podemos dizer que ele é um dos guitarristas mais subestimados da história do rock mundial.

Malcolm foi responsável pelas composições de praticamente todas as músicas do AC/DC durante 40 anos. E sua marca registrada fez da banda australiana um grande sucesso: os riffs pesados sem usar efeitos.

O guitarrista morreu no dia 18 de novembro de 2017. Por isso, o Music Clan presta uma homenagem à Malcolm Young, que para nós foi sim O MAIOR GUITARRISTA RÍTMICO DA HISTÓRIA.

Confira o que você vai ver neste artigo:

  • História
  • Riffs marcantes
  • Equipamentos

História de Malcolm Young

Malcolm Mitchell Young nasceu no dia 6 de janeiro de 1953, em Glasgow, na Escócia. Dez anos depois, se mudou para Sydney, Austrália, com seus pais e irmãos. Lá, ele iria traçar uma trajetória de sucesso incontestável como guitarrista.

A primeira banda da qual participou foi o The Velvet Underground, grupo que teve curta duração e lançou um trabalho em 1970, antes da fundação do AC/DC. Atenção para não confundir com a banda de Nova Iorque que tem o mesmo nome.

Em 1973, junto com o irmão Angus, Malcolm Young fundou a banda australiana mais famosa de todos os tempos. Na época da criação do AC/DC, o guitarrista tinha apenas 20 anos. O grupo começou tocando músicas de Chuck Berry, mas logo vieram os sucessos compostos principalmente por Malcolm.

Em 1975, a banda lançou o primeiro de muitos discos, High Voltage. Depois de muitos sucesso, e muitos riffs, Malcolm Young saiu da banda por um breve período. Em 1988, o guitarrista se afastou do AC/DC para se tratar contra o vício no álcool.

Após voltar para a banda, o guitarrista continuou fazendo parte, e liderando as composições, até 2010. Dia 26 de junho, foi em Bilbao, na Espanha, onde aconteceu o último show de Malcolm Young com o AC/DC. Ele se afastou para tratar de problemas de saúde e a banda resolveu dar um tempo nas apresentações.

Em 2014, mais exatamente no dia 16 de abril, o grupo anunciou oficialmente que Malcolm não voltaria a tocar. Veja a nota oficial:

“Após 40 anos dedicando sua vida ao AC/DC, guitarrista e membro fundador Malcolm Young se ausentará da banda devido a problemas de saúde. Malcolm agradece a todos os verdadeiros fãs do mundo inteiro pela paixão inesgotável e apoio. Diante a isso, o AC/DC pede que a privacidade de Malcolm e sua família seja respeitada durante este tempo. A banda vai continuar a fazer música”.

Somente em 2017, os fãs ficaram sabendo que Malcolm Young sofria de Alzheimer e demência. No dia 18 de novembro do mesmo ano, o guitarrista faleceu e, mais uma vez, o AC/DC publicou nota falando sobre o falecimento do ex-membro.

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“Malcolm, ao lado de Angus, era o fundador e criador do AC/DC. Com grande dedicação e comprometimento ele era uma das forças por trás da banda. Como guitarrista, compositor e visionário ele foi perfeccionista e um homem único. Malcolm já sofria de demência há alguns anos e morreu tranquilamente ao lado de sua família, deixando sua mulher Linda, os filhos Cara e Ross, três netos, uma irmã e o irmão Angus Young”.

Riffs marcantes

Malcolm Young é conhecido pelos riffs marcantes, que, aliás, fizeram o AC/DC ser o que é. Nesta parte do artigo, vou falar sobre algumas músicas que mostram bem o talento do guitarrista, sempre discreto, mas genial.

Back in Black

Esse é um dos riffs mais marcantes de todos os tempos. Basta tocar no rádio que qualquer pessoa, mesmo que não seja fã do AC/DC, reconhece. O riff tem autoria de Malcolm Young e a música faz parte do álbum homônimo, que foi lançado em 1980.

Dirty Deeds Done Dirt Cheap

Nessa música, a guitarra rítmica tem um papel fundamental. Dá para dizer que ela é quem segura a música inteira. E, é claro, graças ao talento inconfundível de Malcolm Young.

Riff Raff

Trata-se da quarta faixa do disco Powerage, lançado pelo grupo em 1978. A introdução da música é fenomenal e, logo após um solo de Angus, Malcolm rouba a cena e toma conta da canção.

You Shook Me All Night Long

Essa música também faz parte do disco Back in Black. A canção é perfeita para notar como Malcolm Young usava a tática de quebrar o ritmo para dar peso à música.

Soul Stripper

Essa música faz parte do disco de estréia da banda, High Voltage, lançado em 1975. A canção é uma composição de Malcolm e uma curiosidade é que é uma das poucas faixas que o guitarrista toca a guitarra principal.

Equipamentos

Malcolm Young foi um guitarrista clássico. Ele não gostava de usar pedais, tinha uma guitarra que o acompanhou durante quase toda a vida e usava amplificadores Marshall. No início da carreira, o guitarrista usava uma Gibson LS-6. Ele usou esse instrumento para gravar o primeiro disco do AC/DC, High Voltage.

Gretsch White Falcon 1959. Essa foi outra guitarra que acompanhou Malcolm Young durante as turnês dos álbuns Back in Black e For Those About to Rock We Salute You. Mas a fiel companheira do guitarrista foi uma Gretsch Jet Firebird 1963, que ele chamava carinhosamente de “The Beast”.

Em uma entrevista concedida ao Guitar.com em 2000, o técnico de guitarras do AC/DC, Geoff Banks, falou sobre os equipamentos que Malcolm utilizava. Confira alguns trechos:

Sobre a Gretsch Jet Firebird 1963

Malcolm Young Equipamentos

“A guitarra não foi pintada, nem teve acabamento. Ela tem uma finíssima camada de verniz incolor para inibir o desgaste da madeira. Então não sabemos se é uma Roc Jet ou Jet Firebird. A guitarra tem um captador stock original, na ponte. É um captador Gretsch Filtertron do começo dos anos 60. Ela tem um “master volume”, um controle de volume, e um controle de “tone”. Ele só diminui o volume quando ele precisa limpar o “tone” no começo de uma música”.

Cordas e Palhetas

“Ele usa cordas com bitolas grossas da Gibson, de calibres de .012 até .056. Para o Mal, nós usamos um A/B b box de 4 vias por ele estoura muitas cordas. Ele toca com uma palheta heavy da Fender, e ele basicamente as joga fora. Ele usa cerca de 40 ou 50 palhetas numa noite, às vezes ele estoura a corda A ou D, normalmente a D. Então sempre temos 3 guitarras de backup plugadas e prontas para funcionar”.

Amplificadores

“No estúdio usamos um antigo – do fim dos anos 60, começo dos 70 – Marshall Super Bass de 100 watts. Usamos um cabeçote e uma caixa de som Marshall 4×12 com alto-falantes Vintage da Celestion 30”

“Na estrada ele tem um mínimo de oito caixas de som da Marshall, com os cabeçotes de 400 watt. Se você olhar a banda de frente no palco, as quatro caixas de som na parte de cima, do lado de Angus são de Angus, e as quatro na parte de baixo são do Malcolm. No lado do Malcolm, as quatro caixas em cima são dele, e as embaixo são de Angus. Então ele tem um monitoramento cruzado no palco. Pra qualquer lado que eles forem, eles podem se ouvir”.

Pedais e Efeitos

“Não, ele não usa. Ele tem um sistema Samson wireless assim como Angus”.

Jornalista apaixonado por música, acredita que a arte tem o poder de transformar a sociedade de forma positiva. Faz parte da equipe do Music Clan e da revista Guitarload.